Na melodia daquela música "Garota eu vou pra Califórnia", acho que é do Lulu Santos.
Garota eu vou pra Canoinhas
Viver a vida sobre arado
Cuidar dos porcos e dos gado
O meu destino é capinar
O vento espaia os meus cabelos
As vaca lambe as minhas perna
Recebo abraço do meu porco
Em Canoinhas sô feliz
Eu dou a volta, pulo o cerco
Mergulho no esterco
Sarto de bunda
Em Canoinhas somo sete irmão
Mexeu conóis é no facão
Quinta-feira, Março 11, 2010
Segunda-feira, Março 08, 2010
Quadro sinótico da ferrovia entre Corupá e São Bento
A quem possa interessar, seguem dois quadros sinóticos da ferrovia São Francisco, no trecho de subida de serra entre Corupá e São Bento do Sul/SC. O primeiro desenho adota a estrada automotiva (de terra) como ponto de vista. Além de mais útil ao motorista que vá passear por lá, este desenho é um pouco mais próximo da disposição real.
Obviamente o quadro não está em escala, nem tenta alinhar o Norte com as bordas verticais. A única referência mais dura é a altitude, anotada em verde em alguns pontos estratégicos (passagens de nível, túneis etc).

O segundo quadro inverte o ponto de vista: a ferrovia é uma linha reta e as estradinhas de terra é que se contorcem em torno. Serviria a um maquinista de trem.

Apesar de menos fiel à coisa real, o segundo quadro corresponde à impressão que se tem quando percorremos a via férrea (por exemplo, no passeio de maria-fumaça): o trilho "vai reto" e as estradas é que ficam dando voltas loucas.
Ambas as imagens têm tamanho aproximado A4 com 300dpi de resolução.
Obviamente o quadro não está em escala, nem tenta alinhar o Norte com as bordas verticais. A única referência mais dura é a altitude, anotada em verde em alguns pontos estratégicos (passagens de nível, túneis etc).

O segundo quadro inverte o ponto de vista: a ferrovia é uma linha reta e as estradinhas de terra é que se contorcem em torno. Serviria a um maquinista de trem.

Apesar de menos fiel à coisa real, o segundo quadro corresponde à impressão que se tem quando percorremos a via férrea (por exemplo, no passeio de maria-fumaça): o trilho "vai reto" e as estradas é que ficam dando voltas loucas.
Ambas as imagens têm tamanho aproximado A4 com 300dpi de resolução.
Terça-feira, Março 02, 2010
Receita: bolinhos de chuva
Hoje a minha esposa cansou de me ver vadiando, e mandou-me fazer bolinhos de chuva. É um quitute extremamente simples de preparar (até minha mãe sabe fazer!) e as chances de ter todos os ingredientes em casa é de quase 100%. É bem-vindo no café da tarde; por ser quente, é melhor ainda em tardes de chuva e frio. O @marcandre sugeriu botar a receita no blog.
INGREDIENTES (1 medida)
1 xícara de trigo
1 ovo
1/2 xícara de leite
3 colheres de açúcar
1 colher de sopa rasa de fermento químico
Banana madura picada (opcional)
Pitada de baunilha a gosto
Óleo para fritar (meio litro para uma panela pequena)
MODO DE PREPARAR
Misture os ingredientes. Coloque óleo numa frigideira funda ou panela. Espere esquentar e despeje porções da massa com uma colher no óleo, formando bolinhos não muito grandes. Deve haver óleo suficiente para os bolinhos "nadarem" e virarem sozinhos conforme douram. Retirar quando bem dourados, deixando escorrer num prato com guardanapo ou pano.
Polvilhe com açúcar e canela, ou deixe um prato com açúcar e canela para cada comensal ir "molhando" os bolinhos dentro.
Esta medida é suficiente para 3 pessoas elegantes que não vão se entupir de comida. Se tiver 3 gordos escrotos como visita, faça a receita "dobrada" (2 xícaras de trigo, 2 ovos etc.)
DETALHES NERDS
Como se pode ver, os ingredientes são os mais comuns e baratos possíveis.
O segredo do bolinho de chuva é o ovo fresco, de boa qualidade. Se o ovo for velho, os bolinhos absorverão muito óleo, deixando-os extremamente gordurosos. Já me aconteceu de o nível do óleo ir baixando visivelmente na panela, a cada fritada. O mal-estar depois do café denunciou onde tinha ido parar todo aquele óleo...
É perigoso fritar com pouco óleo e/ou depositar a massa quando o óleo ainda não estiver quente. O bolinho pode grudar no fundo da panela, formando uma bolsa de pressão até "explodir". O bolinho sai voando, espalhando óleo quente. Aconteceu hoje comigo, portanto é possível :)
Os bolinhos absorvem pouco calor do óleo. Se o seu fogão for daqueles com uma boca grande e outras pequenas, use o fogo alto de uma boca pequena, do contrário o óleo vai fumacear (e os bolinhos assarão depressa demais, ficando crus por dentro).
A massa não deve ficar líquida, mas deve estar mais para mole do que para dura. Do contrário, não desce bem da colher na hora de jogar a massa no óleo. Isso fará você pegar bolas maiores de massa; aí os bolinhos ficam muito grandes e com um indesejável "recheio" de massa crua bem no centro.
A receita acima deixa a massa pouco doce, quase como uma bomba. Se preferir um bolinho mais doce, adicione mais açúcar.
A banana deve ser bem madura, do contrário o bolinho ficará com aquele gosto de banana verde. Você pode cozinhar a banana, caramelizando-a um pouco, antes de adicionar à massa.
INGREDIENTES (1 medida)
1 xícara de trigo
1 ovo
1/2 xícara de leite
3 colheres de açúcar
1 colher de sopa rasa de fermento químico
Banana madura picada (opcional)
Pitada de baunilha a gosto
Óleo para fritar (meio litro para uma panela pequena)
MODO DE PREPARAR
Misture os ingredientes. Coloque óleo numa frigideira funda ou panela. Espere esquentar e despeje porções da massa com uma colher no óleo, formando bolinhos não muito grandes. Deve haver óleo suficiente para os bolinhos "nadarem" e virarem sozinhos conforme douram. Retirar quando bem dourados, deixando escorrer num prato com guardanapo ou pano.
Polvilhe com açúcar e canela, ou deixe um prato com açúcar e canela para cada comensal ir "molhando" os bolinhos dentro.
Esta medida é suficiente para 3 pessoas elegantes que não vão se entupir de comida. Se tiver 3 gordos escrotos como visita, faça a receita "dobrada" (2 xícaras de trigo, 2 ovos etc.)
DETALHES NERDS
Como se pode ver, os ingredientes são os mais comuns e baratos possíveis.
O segredo do bolinho de chuva é o ovo fresco, de boa qualidade. Se o ovo for velho, os bolinhos absorverão muito óleo, deixando-os extremamente gordurosos. Já me aconteceu de o nível do óleo ir baixando visivelmente na panela, a cada fritada. O mal-estar depois do café denunciou onde tinha ido parar todo aquele óleo...
É perigoso fritar com pouco óleo e/ou depositar a massa quando o óleo ainda não estiver quente. O bolinho pode grudar no fundo da panela, formando uma bolsa de pressão até "explodir". O bolinho sai voando, espalhando óleo quente. Aconteceu hoje comigo, portanto é possível :)
Os bolinhos absorvem pouco calor do óleo. Se o seu fogão for daqueles com uma boca grande e outras pequenas, use o fogo alto de uma boca pequena, do contrário o óleo vai fumacear (e os bolinhos assarão depressa demais, ficando crus por dentro).
A massa não deve ficar líquida, mas deve estar mais para mole do que para dura. Do contrário, não desce bem da colher na hora de jogar a massa no óleo. Isso fará você pegar bolas maiores de massa; aí os bolinhos ficam muito grandes e com um indesejável "recheio" de massa crua bem no centro.
A receita acima deixa a massa pouco doce, quase como uma bomba. Se preferir um bolinho mais doce, adicione mais açúcar.
A banana deve ser bem madura, do contrário o bolinho ficará com aquele gosto de banana verde. Você pode cozinhar a banana, caramelizando-a um pouco, antes de adicionar à massa.
Quinta-feira, Fevereiro 11, 2010
Receita universal para coisas gostosas e nada saudáveis
Costumamos (eu & patroa) ir na Garten Haus, uma floricultura em Joinville, distrito de Pirabeiraba, onde também há cafeteria. Eu fico na cafeteria enquanto ela vai ver plantas e artigos de jardinagem. É um dos poucos lugares que eu conheço em Joinville onde o café é realmente bom.

Enquanto saboreava uma torta de limão, fiquei pensando: por que coisas calóricas são tão gostosas? Assim, imaginei uma "receita universal" para criar alimentos que agradam a todo mundo.
RECEITA PARA DOCES
1) Misture algum componente do ovo (clara, gema ou ambos), açúcar e gordura.
2) Prove o sabor. Se estiver parecendo muito doce, adicione mais gordura.
3) Se parecer muito gorduroso, adicione mais açúcar.
4) Se parecer equilibrado, adicione ambos.
5) Volte ao passo 2. Repita isso dez vezes.
6) Adicione uma pitada de sal.
RECEITA PARA SALGADOS
1) Misture alguma farinha com gordura e sal.
2) Prove. Se parecer muito salgado, adicione mais gordura.
3) Se parecer muito gorduroso, adicione mais sal.
4) Volte ao passo 2 e repita 5 vezes.
5) Adicione uma pitada de açúcar.
RECEITA PARA COMIDAS AGRIDOCES (APENAS PARA GORDOS PROFISSIONAIS)
1) Misture partes iguais de farinha, ovos, gordura, sal e açúcar.
2) Se parecer muito salgado, adicione mais gordura e açúcar.
3) Se parecer muito doce, adicione mais gordura e sal.
4) Se parecer muito gorduroso, adicione mais sal e açúcar.
5) Volte ao passo 2 e repita 5 vezes.
6) Adicione um pouco de mel e pimenta.

Enquanto saboreava uma torta de limão, fiquei pensando: por que coisas calóricas são tão gostosas? Assim, imaginei uma "receita universal" para criar alimentos que agradam a todo mundo.
RECEITA PARA DOCES
1) Misture algum componente do ovo (clara, gema ou ambos), açúcar e gordura.
2) Prove o sabor. Se estiver parecendo muito doce, adicione mais gordura.
3) Se parecer muito gorduroso, adicione mais açúcar.
4) Se parecer equilibrado, adicione ambos.
5) Volte ao passo 2. Repita isso dez vezes.
6) Adicione uma pitada de sal.
RECEITA PARA SALGADOS
1) Misture alguma farinha com gordura e sal.
2) Prove. Se parecer muito salgado, adicione mais gordura.
3) Se parecer muito gorduroso, adicione mais sal.
4) Volte ao passo 2 e repita 5 vezes.
5) Adicione uma pitada de açúcar.
RECEITA PARA COMIDAS AGRIDOCES (APENAS PARA GORDOS PROFISSIONAIS)
1) Misture partes iguais de farinha, ovos, gordura, sal e açúcar.
2) Se parecer muito salgado, adicione mais gordura e açúcar.
3) Se parecer muito doce, adicione mais gordura e sal.
4) Se parecer muito gorduroso, adicione mais sal e açúcar.
5) Volte ao passo 2 e repita 5 vezes.
6) Adicione um pouco de mel e pimenta.
Quinta-feira, Janeiro 28, 2010
A arte do dia
Segunda-feira, Janeiro 25, 2010
Familismo reverso
Segundo o livro "A Cabeça do Brasileiro", somos um povo familista. Familismo é dar mais valor às relações familiares do que às relações de amizade. Naturalmente, esta definição considera a "família estendida" de uma pessoa adulta (pai, mãe, irmão, cunhado, sobrinho) e não a "família nuclear" (cônjuge e filhos pequenos), já que esta última é (ou deveria ser) unida demais para sequer ser comparada a um laço de amizade.
O tal livro classifica o familismo como uma coisa ruim, pelo menos em nosso tempo, pois limita o "raio de ação" da pessoa, tanto geografica quanto culturalmente. Além disso, o laço familiar não é meritocrático (meritocracia é outro valor muito rarefeito na cabeça do brasileiro). Mas esta discussão está lá no livro. Os dois centavos de contribuição que pretendo dar em cima disso, é o caráter "reverso" que muitos brasileiros revelam em seu familismo.
O futebolista Edmundo, o Animal, teria dito uma vez que "todo jogador de futebol, logo que ganha o primeiro dinheirinho, compra uma Cherokee, uma loira e uma casa pra mãe". Não sei a frase é dele mesmo, mas ainda assim é costumeiramente atribuída a ele. Atenção ao grifo.
Por outro lado, falando ainda de jogadores de futebol, não passa uma semana sem a seguinte notícia: Decretada prisão do atleta Fulano por não pagamento da pensão alimentícia. O Romário é um dos habituées neste tipo de manchete.
Também vi em inúmeras ocasiões, nesses programas de auditório que distribuem prêmios, pessoas humildes dizendo o que iam fazer com a bolada: "comprar casa pra mãe" e"ajudar meus irmãos" estão sempre brigando pelo topo da lista de prioridades. Os sete filhos da sujeita terão de ser pacientes.
Será que deu pra enxergar um padrão aí?
Observando estes e muitos outros fatos, me parece que o brasileiro pratica um familismo invertido, que prioriza os personagens errados da família. Parece um traço cultural bonito, essa coisa de comprar casa pra mãe, mas na verdade é uma coisa feia.
Pelo menos na minha cabeça, a família é uma construção social cuja finalidade é cuidar da prole, com círculos concêntricos de responsabilidade: família nuclear, vertical, colateral, estendida, até chegar no grupo social e na nacionalidade. A responsabilidade primária é do pai e da mãe, mas se eles faltarem, haverá uma avó, uma tia, um padrinho.
Uma vez a criança tornando-se adulta, a utilidade e responsabilidade da família estão exauridas. Se os membros adultos de uma família mantém laços de amizade, isso é ótimo. Eu posso dizer, por experiência própria, que tenho muito mais afinidade com meu pai hoje, do que quando eu estava sob o pátrio poder. Mas isso é um bônus, uma agradável surpresa.
Tirante dívidas de gratidão, que não faz sentido pagar em dinheiro, pois muitas vezes são de tamanho infinito, não me sinto obrigado a coisa alguma em relação a meus pais. Minha obrigação é com meu filho enquanto incapaz; e com minha esposa que não trabalha fora para cuidar dele.
Se eu começasse a despender recursos comprando casa para a mãe, carro para a irmã, e extravagâncias assemelhadas de que a gente ouve falar, não estaria eu completamente errado em minhas prioridades? É pra frente que se anda.
O jogador de futebol que compra casa para a mãe durante sua (tipicamente breve) carreira, enquanto se esquiva de formar um patrimônio e/ou pagar pensão alimentícia, não está condenando seus filhos a um futuro sombrio?
Aliás, pensão alimentícia virou um dos bichos-papões da classe média. Todo mundo conhece uma história de horror a respeito do assunto. Um amigo recentemente contou-me que o juiz em certa ocasião arbitrou a pensão em 150% do seu salário. É certo que existem exageros, é certo que existem mulheres que fazem do títuo "ex-esposa" uma verdadeira profissão. Assim como muitos homens pagam 150 reais por mês de pensão para um filho e se consideram roubados e injustiçados. Em havendo exageros de parte a parte, acho que podemos supor que, na média, as pensões arbitradas são justas e condizentes com a obrigação moral de um pai manter sua prole.
Enfim, alguém vai estranhar estas minhas palavras, já que eu costumo afirmar que os pais não têm de "se matar" para dar luxo aos filhos. Nem estou advogando isso agora. Só acho que não faz sentido puxar o tapete da geração seguinte, e deixar de cuidar da própria vida, para fazer barretada à geração anterior.
Como diz o ditado popular, jabuti não sobe em árvore; se ele está lá, é porque alguém botou. É claro que esses comportamentos têm origem positiva, na educação. São as mães deste país, onde 1/3 dos nascidos não tem pai, que educam seus filhos para serem bons filhos, em vez de cumprirem seu papel e educar-lhes para serem bons maridos, bons pais e bons cidadãos.
O tal livro classifica o familismo como uma coisa ruim, pelo menos em nosso tempo, pois limita o "raio de ação" da pessoa, tanto geografica quanto culturalmente. Além disso, o laço familiar não é meritocrático (meritocracia é outro valor muito rarefeito na cabeça do brasileiro). Mas esta discussão está lá no livro. Os dois centavos de contribuição que pretendo dar em cima disso, é o caráter "reverso" que muitos brasileiros revelam em seu familismo.
O futebolista Edmundo, o Animal, teria dito uma vez que "todo jogador de futebol, logo que ganha o primeiro dinheirinho, compra uma Cherokee, uma loira e uma casa pra mãe". Não sei a frase é dele mesmo, mas ainda assim é costumeiramente atribuída a ele. Atenção ao grifo.
Por outro lado, falando ainda de jogadores de futebol, não passa uma semana sem a seguinte notícia: Decretada prisão do atleta Fulano por não pagamento da pensão alimentícia. O Romário é um dos habituées neste tipo de manchete.
Também vi em inúmeras ocasiões, nesses programas de auditório que distribuem prêmios, pessoas humildes dizendo o que iam fazer com a bolada: "comprar casa pra mãe" e"ajudar meus irmãos" estão sempre brigando pelo topo da lista de prioridades. Os sete filhos da sujeita terão de ser pacientes.
Será que deu pra enxergar um padrão aí?
Observando estes e muitos outros fatos, me parece que o brasileiro pratica um familismo invertido, que prioriza os personagens errados da família. Parece um traço cultural bonito, essa coisa de comprar casa pra mãe, mas na verdade é uma coisa feia.
Pelo menos na minha cabeça, a família é uma construção social cuja finalidade é cuidar da prole, com círculos concêntricos de responsabilidade: família nuclear, vertical, colateral, estendida, até chegar no grupo social e na nacionalidade. A responsabilidade primária é do pai e da mãe, mas se eles faltarem, haverá uma avó, uma tia, um padrinho.
Uma vez a criança tornando-se adulta, a utilidade e responsabilidade da família estão exauridas. Se os membros adultos de uma família mantém laços de amizade, isso é ótimo. Eu posso dizer, por experiência própria, que tenho muito mais afinidade com meu pai hoje, do que quando eu estava sob o pátrio poder. Mas isso é um bônus, uma agradável surpresa.
Tirante dívidas de gratidão, que não faz sentido pagar em dinheiro, pois muitas vezes são de tamanho infinito, não me sinto obrigado a coisa alguma em relação a meus pais. Minha obrigação é com meu filho enquanto incapaz; e com minha esposa que não trabalha fora para cuidar dele.
Se eu começasse a despender recursos comprando casa para a mãe, carro para a irmã, e extravagâncias assemelhadas de que a gente ouve falar, não estaria eu completamente errado em minhas prioridades? É pra frente que se anda.
O jogador de futebol que compra casa para a mãe durante sua (tipicamente breve) carreira, enquanto se esquiva de formar um patrimônio e/ou pagar pensão alimentícia, não está condenando seus filhos a um futuro sombrio?
Aliás, pensão alimentícia virou um dos bichos-papões da classe média. Todo mundo conhece uma história de horror a respeito do assunto. Um amigo recentemente contou-me que o juiz em certa ocasião arbitrou a pensão em 150% do seu salário. É certo que existem exageros, é certo que existem mulheres que fazem do títuo "ex-esposa" uma verdadeira profissão. Assim como muitos homens pagam 150 reais por mês de pensão para um filho e se consideram roubados e injustiçados. Em havendo exageros de parte a parte, acho que podemos supor que, na média, as pensões arbitradas são justas e condizentes com a obrigação moral de um pai manter sua prole.
Enfim, alguém vai estranhar estas minhas palavras, já que eu costumo afirmar que os pais não têm de "se matar" para dar luxo aos filhos. Nem estou advogando isso agora. Só acho que não faz sentido puxar o tapete da geração seguinte, e deixar de cuidar da própria vida, para fazer barretada à geração anterior.
Como diz o ditado popular, jabuti não sobe em árvore; se ele está lá, é porque alguém botou. É claro que esses comportamentos têm origem positiva, na educação. São as mães deste país, onde 1/3 dos nascidos não tem pai, que educam seus filhos para serem bons filhos, em vez de cumprirem seu papel e educar-lhes para serem bons maridos, bons pais e bons cidadãos.
Sábado, Janeiro 09, 2010
A embananização do sexo masculino
Não me mande embora não sou sua amante
Sou sua mulher e venho lhe buscar
Você vai comigo por bem ou por mal
Ou pego essas quengas e quebro no pau
Eu rodo a baiana mas levo você
Sou em quem trabalho e pago sua bebida
Sua roupa, seu carro e sua comida
Por isso eu quero e tenho direito
De ter você homem safado pra mim
-- banda Companhia do Calypso, música "Homem Safado"
Se um homem disser publicamente que "pago as contas logo tenho direitos", vai para a cadeia, não?
Sou sua mulher e venho lhe buscar
Você vai comigo por bem ou por mal
Ou pego essas quengas e quebro no pau
Eu rodo a baiana mas levo você
Sou em quem trabalho e pago sua bebida
Sua roupa, seu carro e sua comida
Por isso eu quero e tenho direito
De ter você homem safado pra mim
-- banda Companhia do Calypso, música "Homem Safado"
Se um homem disser publicamente que "pago as contas logo tenho direitos", vai para a cadeia, não?
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