Sábado, Junho 20, 2009

Filmes sobre ferrovias

O Imperador do Norte (The Emperor of the North Pole)

Na Grande Depressão, os "hobos" (andarilhos ou mendigos em busca de emprego) pegavam carona nos trens. Mas não no trem 19, cujo sádico e obsessivo condutor expulsava os mendigos de qualquer jeito, de preferência fazendo-os cair debaixo do trem. Até que o maior "hobo" de todos os tempos, A-number-1, aposta que consegue andar de carona no 19 até Portland.

Este é considerado por muitos o melhor filme com trens, por ser bastante realista, mostrar as operações, usar jargões ferroviários etc. O mendigo "A-number-1" realmente existiu e escreveu um livro sobre os truques da vida de andarilho, inclusive para pegar carona no trem. O filme baseou-se parcialmente neste livro.

Runaway Train

Um ladrão de bancos, muito conhecido pela habilidade de fugir de qualquer prisão, acaba transferido para o Alasca, onde é quase impossível fugir por conta do clima. Mas ele não se intimida e foge assim mesmo com a ajuda de um comparsa. Eles pegam carona numa locomotiva que, sem que saibam, acaba sem maquinista e sem controle.

Este filme foi vencedor de vários Oscar. Metade do filme se passa em movimento, nas locomotivas.

Coração de Fogo (Corazón del Fuego)

A última locomotiva a vapor uruguaia, a 33, foi restaurada e será vendida para os EUA para ser usada no cinema. Um grupo de ex-ferroviários esquerdistas (Associação dos Amigos do Trilho) resolve "sequestrar" a 33 para sensibilizar a opinião pública e manter a locomotiva no Uruguai.

Produzido pelo cinema argentino, o filme é simpaticíssimo pelo jargão meia-oito dos "sequestradores", pelo aparente absurdo de "roubar" um trem (que não pode sair do trilhos, afinal de contas) e naturalmente pela nobre intenção de manter a locomotiva no país.

Curiosamente, a locomotiva que aparece no filme é real, e seu número era 33 mesmo. A Associação dos Amigos do Trilhot também existe, e foi responsável pela restauração da máquina.

1 comentários:

Sidnei Roberto Brüske disse...

E aí cara.

Tenho lido teu blog com relativa frequência e gostei dos teus ultimos artigos sobre ferrovias. Fico me imaginando viajando no tempo , anos 50, no "auge" da nossa rede ferroviária e me lembro com saudades dos passeios de litorina a Corupá.. Fui de bicicleta tempos atrás na estação de João Pessoa (so sobrou a caixa de agua) e conversei com alguns moradores da região que saudosamente lembram daquele tempo. Interessante que todos os moradores remanescentes são obrigados , por questões logísticas a se deslocar até o Jativoca pelo próprio trilho.

No mais, estou divulgando meu blog: equipepedrabranca.blogspot.com

Sidnei

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