Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Foi dar na BR-116 e...


Alguma macumba afeta as viagens de automóvel à Jundiaí. Da primeira vez que fomos, em 2004, a sogra da minha irmã morreu durante o sono (sendo que somos todos de Joinville/SC, aí foi aquela correria com IML e translado). No ano retrasado foi o estouro de 2 pneus num buraco do asfalto, por volta de Itapacerica da Serra/SP. E ontem foi um caminhão cegonheira que tangenciou a curva do fundo da foto, nos fechando entre a carroceria e a mureta da ponte.

Alguma parte da carroceria do caminhão "ralou" todo o lado direito do carro, tendo tocado a roda dianteira. Por sorte, ninguém foi atingido, a motorista conseguiu manter a trajetória e parar normalmente. Descemos, olhamos, e os danos pareceram ser apenas estéticos. Mas, quando tentamos prosseguir, nenhuma marcha engatava, nem mesmo com o motor desligado.

Emergiu então o interessante problema de solicitar ajuda sem sinal de celular, já que estávamos em Barra do Turvo/SP, um dos trechos mais desabitados do Vale do Ribeira. Tivemos de contar com a boa vontade dos motoristas em parar e aceitar a tarefa de ligar para o socorro assim que chegassem numa área com sinal de celular, ou avisar a PRF. Surpreendentemente, não demora a alguém parar quando você sinaliza pedindo ajuda. Coincidência ou não, ambos que pararam eram de Itajaí/SC.

Primeiro a concessionária aparece com ambulância. Insistiram em medir a pressão de todo mundo, até do Felix. Disto quase resultou uma corrida ao hospital porque a motorista (minha mãe) estava com a pressão em 20:14. A minha estava no padrão gordo-sedentário 14:9.

Aí esperamos a PRF, que anotou a ocorrência eletronicamente num Palm, inclusive a gravação da voz do condutor narrando os fatos. Então o guincho nos leva até um ponto de apoio, como um posto com telefone, restaurante etc. No caso, fomos levados para o "SOS Vale do Ribeira". Apenas de lá é que acionamos a assistência do seguro, que mandou outro guincho e um taxi. O automóvel voltou para Joinville e nós prosseguimos para Jundiaí. Cada movimento desses demora 1 ou 2 horas, de modo que chegamos muito tarde em Jundiaí, e hoje de manhã houve outras providências para que o seguro autorize o conserto do carro.

É uma chateação, mas todo mundo nos tem dito que o acidente saiu "barato" levando-se em conta os ingredientes (velocidade, caminhão, ponte, curva, grota, um passageiro bebê). O cara lá de cima estava de olho por nós, como de costume.

2 comentários:

Bianca Freitas Novo disse...

Eu nunca mais iria a Jundíai de carro depois dessas :)

Anônimo disse...

Que bom que você está bem. Mas da próxima vez, não seria melhor você mesmo dirigir?

Postar um comentário