Segunda-feira, Agosto 17, 2009

Pobre profissional

Voltando à série "poverty is beautiful", olha só o que eu comprei na DealExtreme: uma caixinha de som que puxa energia via USB. Também comprei um adaptador USB para o acendedor de cigarros do automóvel. Junte um iPod ou qualquer outra fonte de áudio, e voilà! o meu carro agora tem sonzeira!


Eu respeito quem coloca sonzeira pesada no automóvel, acho legal, já fiz isso uma vez em 1998 para matar a vontade, mas não tenho mais estômago para pagar o que isso custa. Com essa mesma grana, dá para se divertir muito mais com outras coisas, e ainda sobra um troco para comprar um mini-system de mesa, que custa 500 reais e tem qualidade de som equivalente a um som automotivo de 30 mil.

Outro problema de som de carro é o roubo; já tive amigos que o ladrão roubou metade do som num dia, só para voltar lá no dia seguinte e roubar o resto! Eu tive sorte durante muitos anos, mas acabei tendo um CD player roubado em Recife. Sorte minha, o CD player estava quebrado e eu precisava de uma desculpa para me livrar dele :) Ainda vendi a frente (que não estava no carro) por 60 reais no Mercado Livre.

Ainda assim, às vezes é legal escutar uma música baixinho durante viagens longas, ou mesmo uma rádio FM. Como hoje em dia todo mundo tem iPod e/ou celular com FM e MP3, basta o amplificador. O celular já faz as vezes de GPS, então que trabalhe como rádio também.

Aliás, poder carregar o celular no carro foi outro motivo de ter comprado um adaptador USB automotivo. Meu celular atual carrega via cabo USB. O próprio carregador que liga na tomada já tem plug USB.

Infelizmente, carregar via cabo USB não funcionou ligando no adaptador automotivo. O celular "sabia" que era um cabo USB, e não o carregador, e tentava comunicar-se antes de começar a carregar. Foi um balde de água gelada; a bateria do celular não dura muito em modo GPS, é impossível usá-lo assim sem ter como recarregá-lo em viagem. E eu não quero comprar um carregador automotivo, pois é caro.

Bem, eu li algum lugar que o carregador de parede "sinaliza" o dispositivo USB que ele é apenas uma fonte de energia (e não de dados) curto-circuitando as duas vias de dados. Para quem não sabe, o cabo USB tem quatro vias: duas de força e duas de dados. Como eu tinha dois cabos CA-101 "genéricos" além do original Nokia, decidi tentar uma gambiarra.


Uma dificuldade adicional foi que os fios do cabo "genérico" não seguem o padrão USB, e eu precisei cortar todos os fios para determinar com multímetro quais eram as vias de dados. Feito isso, emendei os cabinhos, isolei e reforcei a emenda com fitas isolante e crepe, e sucesso! o cabo USB convenceu o celular a carregar a bateria no automóvel.

Ficaria muito mais limpo fechar o curto dentro do próprio adaptador USB, mas lembre-se que eu não tinha certeza do funcionamento desta gambiarra. Foi mais fácil tentar a coisa mexendo no cabo. Agora eu poderia fazer a a modificação dentro do adaptador com segurança, mas provavelmente nunca vou fazê-lo. O cabo já faz o que eu queria, pra que se incomodar, né? :)

A foto acima mostra um cabo de áudio além do cabo USB curto-circuitado. Eu tive de fazer um cabo de áudio, porque o que veio com a caixinha acústica devia estar partido por dentro. Coisa barata da China é isso aí, é o Kinder Ovo com surpresa desagradável.

Como eu não tinha cabo de áudio com as duas pontas de 3.5mm, e já tinha outro cabo 3.5mm-RCA em más condições, cortei o pedaço bom de cada um e fiz um cabo novo. Novamente usei fita crepe para manter as emendas rabo-de-rato no lugar, porque solda a estanho é coisa de pequeno-burguês, e eu estava com preguiça de ligar o soldador.

2 comentários:

Rudá disse...

É que ficou bem feito e as coisas são "de pobre mas limpinho", caso contrário iria direto pro thereifixedit.com

aurelio disse...

Nooooossa, emendas com durex! (fita crepe pra mim é fita de pintor)

Que massa, saudades dos tempos de curso de eletrônica do CEFET, minhas "soldas" eram bem assim :)

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