Sexta-feira, Outubro 30, 2009
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
Sábado, Outubro 17, 2009
O tempo passa mas as desculpas nunca mudam
"Integrante da coordenação nacional do MST, Jaime Amorim afirmou que (...)
'Não sabemos se é verdade. É claro que, na luta do dia a dia, há os excessos e a gente não pode ficar controlando todos. A verdade é que os companheiros ficaram muito indignados e pressionados com o show midiático que fizeram em cima de alguns pés de laranja', disse."
Curiosamente, as desculpas que o regime militar dava a respeito da tortura eram exatamente iguais. Variavam da negação à responsabilização de agentes "empolgados", e sempre debitando muito da culpa na "imprensa golpista", digo, da "campanha de difamação".
'Não sabemos se é verdade. É claro que, na luta do dia a dia, há os excessos e a gente não pode ficar controlando todos. A verdade é que os companheiros ficaram muito indignados e pressionados com o show midiático que fizeram em cima de alguns pés de laranja', disse."
Curiosamente, as desculpas que o regime militar dava a respeito da tortura eram exatamente iguais. Variavam da negação à responsabilização de agentes "empolgados", e sempre debitando muito da culpa na "imprensa golpista", digo, da "campanha de difamação".
Sexta-feira, Outubro 16, 2009
Vídeo motivacional do mês
O caboclo pega uma turbina, que eu acho até que é feita de forma caseira, e mete num ultraleve. E voa.
Domingo, Outubro 11, 2009
(#Febeapá) Bicicletas elétricas agora exigem carteira de motorista
http://www.notadez.com.br/content/noticias.asp?id=87385
Lá veio o Contran exigindo carteira de habilitação dos usuários de bicicletas elétricas. Mesmo que você não pretenda possuir um carro ou moto, vai ter de submeter-se à mesma burocracia e custos que os motoristas poluidores. Só faltava terem exigido placa e vistoria de tais bicicletas -- por enquanto, parece ainda não precisa por conta da isenção dos ciclomotores.
Já que a encheção de saco é a mesma, melhor comprar logo um carro bem velho, que custa o mesmo de uma bicicleta elétrica. Mais prático em caso de chuva, e pelo menos para ele haverá estradas (já que ciclovias não há). E as estradas saem de graça, já que carro velho não paga IPVA.
Já que a resolução do Contran deu-se ao trabalho de definir que um veículo ciclo-elétrico tem potência de no máximo 4kW (imagine o tamanho da bateria para um motor elétrico tão potente!), poderiam muito bem ter definido uma sub-categoria para bicicletas elétricas de baixa potência, que é o caso da maioria das bicicletas elétricas, que dão apenas um "empurrãozinho extra" para o ciclista, e não têm potência suficiente nem para sair da imobilidade.
Daqui a pouco vão pedir CNH de ciclistas profissionais, porque andam a mais de 40Km/h e com potência bem maior que a de uma bicicleta elétrica.
Lá veio o Contran exigindo carteira de habilitação dos usuários de bicicletas elétricas. Mesmo que você não pretenda possuir um carro ou moto, vai ter de submeter-se à mesma burocracia e custos que os motoristas poluidores. Só faltava terem exigido placa e vistoria de tais bicicletas -- por enquanto, parece ainda não precisa por conta da isenção dos ciclomotores.
Já que a encheção de saco é a mesma, melhor comprar logo um carro bem velho, que custa o mesmo de uma bicicleta elétrica. Mais prático em caso de chuva, e pelo menos para ele haverá estradas (já que ciclovias não há). E as estradas saem de graça, já que carro velho não paga IPVA.
Já que a resolução do Contran deu-se ao trabalho de definir que um veículo ciclo-elétrico tem potência de no máximo 4kW (imagine o tamanho da bateria para um motor elétrico tão potente!), poderiam muito bem ter definido uma sub-categoria para bicicletas elétricas de baixa potência, que é o caso da maioria das bicicletas elétricas, que dão apenas um "empurrãozinho extra" para o ciclista, e não têm potência suficiente nem para sair da imobilidade.
Daqui a pouco vão pedir CNH de ciclistas profissionais, porque andam a mais de 40Km/h e com potência bem maior que a de uma bicicleta elétrica.
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Receita de mungunzá (ou canjica)
Diversas receitas para café-da-manhã típicas do Nordeste levam milho pra valer, entre elas canjica e mungunzá. Canjica é basicamente milho verde moído e coado para tirar as fibras da casca, enquanto mungunzá é milho duro cozido com os grãos praticamente inteiros.
Segue uma receita de mungunzá, consideravelmente mais fácil de fazer que a canjica.
De São Paulo pra baixo, o pessoal chama mungunzá de "canjica", tanto que no supermercado o milho quebrado para mungunzá é chamado de "milho para canjica". Segue a receita do mungunzá:
INGREDIENTES
500g de milho para canjica
2 litros de água
1 litro de leite de vaca + leite de coco
1 xícara de açúcar
2 ou mais paus de canela
1 lata de leite condensado
PREPARO
Jogue a água e o milho numa panela grande, deixando-o de molho por 12h-24h. Sem drenar a água, coloque no fogo e deixe cozinhando por 2h (ou meia hora na panela de pressão). Quando o milho estiver com a textura do seu agrado, jogue o leite, o açúcar e os paus de canela. Cozinhe mais um pouco (até meia hora), desligue o fogo e jogue o leite condensado. Misture bem e deixe esfriar naturalmente.
DETALHES TÉCNICOS
Há basicamente dois milhos para canjica: o amarelo e o branco. Pessoalmente prefiro o branco tanto pelo gosto como por razões estéticas. Idealmente o milho para canjica é quebrado apenas no meio; milhos mais esfarinhados que isso não ficam muito bons. Procure então uma marca em que o milho esteja pouco quebrado.
Cate o milho antes de colocá-lo na água, pois o produto in natura cria uns besourinhos que não vão parecer muito apetitosos na hora de comer.
O leite de vaca e de coco deve totalizar 1 litro; a proporção entre os dois é à gosto. Pessoalmente uso 500ml de cada. Usar apenas leite de coco parece que "falta algo" no meu paladar, mas um nordestino da gema provavelmente preferiria assim. Usar apenas leite de vaca deixa o mungunzá meio sem graça.
Não uso panela de pressão pois acho perigoso e não dá para provar o ponto do milho. Panela de pressão é basicamente para economizar gás; basta deixar de molho mais tempo se você quiser abreviar o tempo de cozimento. Aqui gostamos do milho "al dente", e o cozimento não chega a levar 2h.
No final do cozimento, a mistura vai parecer algo rala, com mais líquido do que devia. Mas o milho ainda vai absorver muita água durante o resfriamento. O leite de coco também engrossa bastante, então não se preocupe.
RARAMENTE é bom tirar um pouco da água do molho antes de cozinhar, pelo fato do milho não ter absorvido muito durante o molho. Genericamente o conselho é não fazer isso, pois perde-se água por evaporação no cozimento, e o negócio acabaria virando um pudim duro uma vez frio.
A dosagem da canela é muito pessoal. Pessoalmente gosto de colocar bem mais canela do que o "recomendado" na lista de ingredientes.
Segue uma receita de mungunzá, consideravelmente mais fácil de fazer que a canjica.
De São Paulo pra baixo, o pessoal chama mungunzá de "canjica", tanto que no supermercado o milho quebrado para mungunzá é chamado de "milho para canjica". Segue a receita do mungunzá:
INGREDIENTES
500g de milho para canjica
2 litros de água
1 litro de leite de vaca + leite de coco
1 xícara de açúcar
2 ou mais paus de canela
1 lata de leite condensado
PREPARO
Jogue a água e o milho numa panela grande, deixando-o de molho por 12h-24h. Sem drenar a água, coloque no fogo e deixe cozinhando por 2h (ou meia hora na panela de pressão). Quando o milho estiver com a textura do seu agrado, jogue o leite, o açúcar e os paus de canela. Cozinhe mais um pouco (até meia hora), desligue o fogo e jogue o leite condensado. Misture bem e deixe esfriar naturalmente.
DETALHES TÉCNICOS
Há basicamente dois milhos para canjica: o amarelo e o branco. Pessoalmente prefiro o branco tanto pelo gosto como por razões estéticas. Idealmente o milho para canjica é quebrado apenas no meio; milhos mais esfarinhados que isso não ficam muito bons. Procure então uma marca em que o milho esteja pouco quebrado.
Cate o milho antes de colocá-lo na água, pois o produto in natura cria uns besourinhos que não vão parecer muito apetitosos na hora de comer.
O leite de vaca e de coco deve totalizar 1 litro; a proporção entre os dois é à gosto. Pessoalmente uso 500ml de cada. Usar apenas leite de coco parece que "falta algo" no meu paladar, mas um nordestino da gema provavelmente preferiria assim. Usar apenas leite de vaca deixa o mungunzá meio sem graça.
Não uso panela de pressão pois acho perigoso e não dá para provar o ponto do milho. Panela de pressão é basicamente para economizar gás; basta deixar de molho mais tempo se você quiser abreviar o tempo de cozimento. Aqui gostamos do milho "al dente", e o cozimento não chega a levar 2h.
No final do cozimento, a mistura vai parecer algo rala, com mais líquido do que devia. Mas o milho ainda vai absorver muita água durante o resfriamento. O leite de coco também engrossa bastante, então não se preocupe.
RARAMENTE é bom tirar um pouco da água do molho antes de cozinhar, pelo fato do milho não ter absorvido muito durante o molho. Genericamente o conselho é não fazer isso, pois perde-se água por evaporação no cozimento, e o negócio acabaria virando um pudim duro uma vez frio.
A dosagem da canela é muito pessoal. Pessoalmente gosto de colocar bem mais canela do que o "recomendado" na lista de ingredientes.
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